Por Fernando Medeiros

DEPOIMENTO


Descrever Eloi, o Rodrigo, é tarefa complexa. A paixão de ser artista está impregnada em sua pele, em seus poros, em sua essência, em seu olhar. E percebe-se uma riqueza do sentir o universo, de perceber as coisas que nos rodeiam e fazem parte da nossa existência primordial. O sentimento, a percepção, a certeza de ser uma antena receptora das energias cósmicas e imagens que nos impregnam. Eloi faz parte da vida e quer usar o seu dom para espalhar o que há de mais sagrado ao seu redor. O visionário cresce na busca e no aprimoramento. A arte do artista tem uma intensidade. Pois o ser que habita o artista é também intenso. E o menino Rodrigo sofre. Sofre por ser um visionário diferenciado, por lutar o combate certo, por fazer o que acredita estar correto. A tecnologia e a “artesania”, o desenho puro de traços precisos, a utilização de canetas de street art, o nanquim, a fundição de objetos quase mágicos, toda a bagagem de Rodrigo é utilizada em seus artefatos e em suas obras. São as armas de Jorge. São as batalhas estéticas e filosóficas de alguém que busca seu espaço e a afirmação do artista que não se corrompe. Nem pelo meio, nem pela vulgaridade da repetição. E o que mais é perceptível nesta prolixa produção é uma arte sincera e vibrante, que nasce da eterna busca do fazer e de aprimorar aquilo que recebeu como presente divino: o dom; que nele é natural e tão especial. Se o mundinho das artes tivesse mais Elois e menos egos inflados, quem sabe Minas seria um autêntico polo criativo, onde o fazer arte transforma nosso mundo em algo sublime...