Por Rodrigo Eloi

MEU CAMINHO PELA ARTE


Desde que me entendo por gente, isso bem pequenino, entre 3 a 4 anos, eu desenhava carros cheios de armas que saiam até dos vidros como mágica.
Depois veio a vez de carros de verdade, sempre amei carros e sempre me perguntei se não havia nascido dentro de um, tamanha a paixão!
Em seguida, já não tão pequeno - depois dos 10 anos - passei a desenhar de tudo. Pegava uma enciclopédia e olhando para ilustração, a redesenhava sem técnica nenhuma só com o olho.
Das poucas lembranças, me lembro de que no 1° grau, fiz um desenho e o pintei no muro interno do colégio no entorno da quadra (foi um concurso), o incentivo foi dos amigos. E até ganhei uma medalha.
Depois desta época passado um tempo, pegava papel e lápis não saindo nada. Deste passou-se vários anos mais ou menos 6 anos sem sair sequer um desenho. Procurei até orientação psicológica onde a mesma me orientou sobre bloqueio criativo, e que alguma hora voltaria.
Então como a partir de 2001 23 para 24 anos fui trabalhar por conta própria, tendo menos tempo ainda continuou sem sair nada. Adentrando o ano de 2004 e de tanto os amigos e familiares dizerem que tinha que voltar a estudar chegando o final do ano procurei no SENAI um curso que combinasse comigo e tinha o curso de Comunicação Gráfica e Design, me inscrevi, fiz as provas e iniciei o mesmo, este que fez minha mente fervilhar, e a criatividade retornar, neste curso fui conhecer o Nanquim que transformou meus desenhos e desde então não consegui mais parar, o lado ruim foi que a minha empresa quase quebrou, pois sai de foco completamente, e só pude fazer o primeiro modulo, ficando mais dois módulos para traz.
Sou grato a Deus demais, pois sei cada vez mais que tudo tem um motivo e a hora certa. O que nos cabe é não ficar parado, não reclamar, e quando a hora chegar, fazer dela o condizente com as leis divinas.
Ressalto que não desenhava tanto por não gostar do resultado do lápis, apesar de o mesmo ser base depois da idéia ou intuição, para toda criação.
O nanquim transformou meus desenhos e meu desejo não para mais, só é acrescido!
Usava caneta nanquim Desart recarregável, os primeiros desenhos levavam dias para ficar pronto, então colocava um traço final do contrário ele não acabava. A mão tremia muito.
·1° - fase _ flores e plantas, com releitura de fotos e imagens.
· 2° - fase _ pessoas e animais, releitura de fotos, imagens, revistas.
·3° - fase _ mulheres, releitura de revistas como a “Trip” que usei muito na época, fotos.
·4° - fase _ desenhos pensando em estampas para camisas, para um projeto que ficou no papel.
· 5° - fase _ chegada dos abstratos, esta é a maior e a mais influente, pois “jorra” da mente dando formas e hoje sendo agregadas as esculturas.
Minha tia e amiga Cristina foi quem melhor descreveu, com certeza intuída, que as formas das esculturas lembram sons em formas sublimes.
Eu disse intuída, pois amo música e os sons harmônicos fazem o íntimo vibrar e nos reporta ao belo ao Criador.
Bom meus amigos, tenho muito para contar, mas as lembranças são muitas das vezes forçadas para vir à tona, devido ao passado, ela se condicionou a apagar e esquecer o ontem. Mas estão aqui.
Certa vez o Alexandre hoje maridão da minha irmã Nara nos convidou para um churrasco no Aldeias, daí fui e levei meu aparato como sempre, mas também levei minhas pastas com os desenhos. Então quando estavam todos à mesa pediram para mostrar, a Ila, sua irmã e o tio Waney este que tive a honra de conhecer, pessoa fantástica e que foi aluno do mestre Guinhard, tendo aulas ao ar livre no Parque Municipal de Belo Horizonte. Muitas Histórias...  Deste dia para cá comecei a ouvir que sou artista, e venho cada vez mais aceitando, e gostando de assim ser reconhecido.
Quase tudo que desperta meu olhar consigo fazer ou recriar, não só desenhos, todos poderão acompanhar através de histórias e de fotos meus passos por materiais e artes diversas. Amo escrever e tirar fotos, passear e contemplar em meio à natureza.
Arte para mim é a vida, e tudo é uma arte!
Tudo é criação Divina, a nós seres humanos artistas cabe sermos instrumentos de representação do belo renovador, levando luz através do bom exemplo aonde alcançarmos. 
É isso a arte a meu ver tem que ser acessível a todos, pois ela é a força do belo que renova, transforma e regenera o ser para o novo.